Penelope

Penelope é um gênero de aves da família Cracidae da ordem dos Galliformes. Mais conhecidos por jacu, no Brasil este gênero abriga sete espécies diferentes.

Os jacus são aves de grande porte, que podem atingir 85 cm de comprimento. A cauda é longa e arredondada, bem como as asas. O pescoço é relativamente longo e termina numa cabeça pequena. A pele em torno dos olhos está exposta e tem uma cor azulada, na maioria das espécies. Os jacus têm um papo vermelho e saliente na zona da garganta. A plumagem é uniforme e escura, em geral preta(ou uma cor 'chumbo')e com um aspecto escamado. Este efeito é produzido pelas penas do dorso e peito, que são debruadas a branco. A generalidade dos jacus têm patas avermelhadas.

Penelope jacquacu - jacu-de-spix

O jacu-de-spix mede de 66 a 76 cm de comprimento e pesa de 1,25 a 1,80 kg.

Ocorre no interior de matas de terra firme, matas de galeria, matas de várzea e clareiras. Localmente comum, é visto aos pares ou em pequenos grupos no subdossel ou no solo.

Substituto geográfico do jacuaçu na Amazônia ocidental, no Amazonas, Pará, Roraima, Acre e Rondônia.

Penelope jacucaca - jacucaca

A jacucaca é grande, possui cor canela bem escuro, com riscos brancos. Testa preta, com largas sobrancelhas brancas unidas na frente. Coberteiras alares (penas que cobrem as asas), escapulares (penas dos ombros) e penas do peito orladas de branco. É bastante terrícola e corre mostrando o dorso bronze-brilhante. Mede aproximadamente 73 centímetros de comprimento.

Endêmica da Caatinga, é a maior espécie de cracídeo deste bioma, vivendo preferencialmente na Caatinga arbórea e nas matas secas. Ocorria em quase todos os Estados do Nordeste brasileiro e em Minas Gerais, aproximando-se da costa em alguns locais.

Nas caatingas, prefere as áreas mais úmidas e próximas dos rios, temporários ou não. Tolera algum tipo de perturbação em seu ambiente, mas é bastante sensível à caça. Pode ser visto sozinho, aos pares ou em pequenos grupos, que se deslocam rapidamente pelo solo ou pelas árvores, fazendo grande barulho. Essas aves vocalizam principalmente de madrugada e ao crepúsculo, quando se reúnem para dormir.

Caatinga e cerrado do Nordeste. Maranhão, sul do Piauí e Ceará, ao interior da Bahia, Paraíba e Alagoas. Endêmica no Brasil.

Penelope marail - jacumirim

O jacumirim mede de 55 a 73 cm de comprimento e pesa de 0,95 a 1,15kg. Como o nome sugere é uma das menores espécies do gênero Penelope.

Vive solitário ou em pequenos grupos essencialmente arborícolas, raramente descendo ao solo, em bordas de florestas úmidas próximas de rios e lagoas. Produz um forte ruflar de asas em “display” de voo, entre as árvores, principalmente pela manhã e de madrugada.

Localmente comum no nordeste da Amazônia (Amazonas, Pará, Amapá e Roraima), é simpátrico com o aracuã-pequeno.

Penelope obscura - jacuaçu

O jacuaçu é uma espécie meridional de tamanho avantajado, medindo 73 centimetros e pesando 1.200 quilogramas. Coloração verde-bronze bem escura; manto, pescoço e peito finalmente estriados de branco; pernas anegradas. O macho possui a íris vermelha, ao contrário da fêmea. Espécie grande e barulhenta. Notáveis pelo ruído esquisito e fortíssimo que produzem com as asas enquanto voam.

Habita as matas secundárias, capoeiras, plantações e matas de galeria (matas altas). Emite um chamado com mais freqüência de manhã bem cedo e no final da tarde. De madrugada intermeia com o chamado um tamborilar forte e áspero feito com as asas. Apresenta um sinal de excitação que se caracteriza por abrir e fechar impetuosamente a cauda. Têm o tique de sacudir a cabeça. À tardinha, antes de empoleirar-se, tornam-se muito inquietos, sendo tal nervosismo - aparentemente ansiedade para achar um bom lugar de dormida. Vivem em bandos de 6 a 10 indivíduos.

Vive no sudeste e sul do Brasil, de Minas Gerais e Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul; Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia. No Rio de Janeiro ocorre nas montanhas, em São Paulo na Serra do Mar e no litoral.

Penelope ochrogaster - jacu-de-barriga-castanha

O jacu-de-barriga-castanha como os outros jacus, parece uma grande galinha de rabo e asas compridas. Cabeça pequena e pescoço longo. A cor das costas e cauda é cinza escuro, quase negro, manchado de pequenos riscos claros, chegando a serem brancos nas costas. Na cabeça, pescoço e barriga, a cor de fundo é marrom avermelhada escura, com riscas brancas ou claras. A cabeça é um pouco mais avermelhada, com uma risca cinza claro acima dos olhos. A pele nua ao redor os olhos é escura, fazendo forte contraste com a barbela de pele vermelho escuro, pendendo abaixo. Essa barbela é mais ou menos visível, conforme a ave está assustada ou não. Sob perigo, contrai a musculatura e diminui a visualização desse sinal. O bico é escuro e os pés claros.

É uma espécie pouco conhecida na natureza. Tem um comportamento arredio, afastando-se ao menor sinal de perturbação. Apesar do seu tamanho e vôo pesado, rapidamente movimenta-se do chão ou partes baixas da mata para a copa e desaparece entre as folhas. Ao contrário dos outros jacus, não costuma ficar dando seguidos gritos de alarme. Geralmente, é vista como uma silhueta de passagem, assustada.

Além do Pantanal, ocorre em uma área no vale do rio Araguaia e outra no vale do rio São Francisco. Está praticamente extinto, fora da planície pantaneira, devido à caça e alteração do ambiente florestal onde vive. Consta da Lista de Aves Ameaçadas do Brasil.

Penelope pileata - jacupiranga

O jacupiranga ocorre no Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins.

Penelope superciliaris - jacupemba

O jacupemba ocorre nas cinco regiões e em vinte e cinco estados brasileiros, a saber: Alagoas, Amapá Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Referências externas